Índia investiga vazamento de material nuclear

Autoridades indianas investigam a origem de uma substância radioativa que foi parar num ferro-velho de Nova Délhi. Seis pessoas que foram expostas ao material tiveram de ser hospitalizadas, dando início a questionamentos de que o país não tem regulações adequadas sobre o comércio de materiais industriais perigosos.

AE, Agência Estado

16 de abril de 2010 | 16h53

Cientistas nucleares que estão realizando testes com material radioativo dizem acreditar que ele veio do exterior, embora não indiquem de que país seria procedente. "Até onde podemos dizer, o material não foi feito na Índia", disse hoje S.K. Malhotra, porta-voz do Centro de Pesquisa Atômicas Bhabha, acrescentando que a agência tem a "impressão" de que o material faz parte de uma importação em consignação de ferro-velho.

O pânico que inicialmente se espalhou na parte oeste da cidade, onde a radiação foi detectada mais de uma semana atrás, diminuiu. A polícia local e especialistas nucleares fizeram uma operação pente-fino nas dezenas de ferros-velhos nos últimos dias para remover um total de dez fontes de radiação e descobrir pessoas com indícios de exposição, como queimaduras na pele.

O isótopo radioativo descoberto no ferro-velho em Nova Délhi, o cobalto 60, é usado na medicina, incluindo equipamentos para terapia de radiação para câncer e instrumentos como medidores nucleônicos, que podem medir a espessura de um objeto.

O incidente fez surgirem questões sobre se a Índia tem regulações necessárias e procedimento para prevenir a exposição à radiação em larga escala. Embora a Índia tenha passado por desastres industriais como o devastador vazamento de gás na fábrica de pesticidas da Union Carbide em Bhopal, 26 anos atrás, o país nunca sofreu um alarme nuclear.

Rakesh Mehta, secretário-chefe do governo da cidade de Nova Délhi, reuniu-se hoje com reguladores ambientais e cientistas para discutir as medidas a serem tomada sobre o incidente radioativo, incluindo o aumento da monitoração em ferros-velhos e melhores vistorias nos portos do país. "A regras existem", disse Mehta."O problema é que a implementação não está sendo feita." As informações são da Dow Jones.

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