Índia leva Exército para Assam após a morte de 31 muçulmanos

A Índia destacou neste sábado tropas para o Estado de Assam depois de 31 muçulmanos terem sido mortos em três dias, no que a polícia classificou como ataques de militantes tribais que discordam da presença de imigrantes do vizinho Bangladesh.

Reuters

03 Maio 2014 | 13h32

Forças de segurança encontraram neste sábado os corpos de nove pessoas com ferimento de bala, seis delas mulheres e crianças. Foi o terceiro dia de violência que, segundo a polícia, é promovida por membros da tribo Bodo, que atacam muçulmanos como punição por se oporem ao candidato local nas eleições ao Parlamento indiano. O povo Bodo segue a religião bathuísta.

"Estamos com medo de viver em nossos vilarejos, a não ser que o governo nos dê segurança", afirmou Anwar Islam, um muçulmano que foi comprar comida em Barama, uma cidade localizada a cerca de 30 quilômetros dos vilarejos no distrito de Baksa, onde os atos de violência foram registrados nesta semana.

Ele disse que homens armados com rifles foram até a sua aldeia, Masalpur, de bicicleta, atiraram indiscriminadamente e atearam fogo a cabanas.

Os representantes da Bodo dizem que muitos dos muçulmanos em Assam são imigrantes ilegais vindos de Bangladesh e que invadiram terras ancestrais da Bodo. Em 2012, conflitos na região causaram a morte de dezenas de pessoa e fizeram 400 mil deixarem suas casas.

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