Índia nega falha de inteligência durante atentado

Segundo ministro do Interior, atentados foram planejados de maneira 'muito clandestina'

AE, Agência Estado

14 de julho de 2011 | 09h59

NOVA DÉLHI - O ministro de Interior da Índia, Palaniappan Chidambaram, negou nesta quinta-feira, 14, que as explosões ocorridas ontem em Mumbai representam uma falha de inteligência das forças de segurança do país ou da polícia, mas sim o resultado de um trabalho secreto dos terroristas.

 

 "Quem planejou este ataque trabalhou de maneira muito, muito clandestina", afirmou ele em entrevista à imprensa. "Não foi uma falha de inteligência."

Chidambaram qualificou as explosões como um ataque terrorista coordenado, porém notou que ainda é cedo para determinar um autor específico, interno ou estrangeiro. "Todos os grupos que têm capacidade de perpetrar tais ataques terroristas são suspeitos."

As explosões ocorreram em três pontos diferentes da cidade: o movimentado mercado do Bazar Zaveri, uma parada de ônibus em um bairro classe média do centro de Mumbai e na Opera House, uma área no sul da cidade onde são comercializados diamantes. Ao todo, 21 pessoas morreram e 141 ficaram feridas.

Chidambaram tornou-se ministro do Interior em 2008, após os ataques a Mumbai que mataram 166 pessoas, durante um cerco de três dias realizado por militantes vindos do Paquistão.

 

Ele prometeu reforçar a segurança, a coleta de informações de inteligência e a coordenação entre as autoridades indianas. As informações são da Dow Jones.

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