Índia ordena investigação sobre estupro em Nova Délhi

O governo da Índia ordenou nesta quarta-feira o início de uma investigação especial sobre o estupro de uma estudante que causou protestos em massa no país, enquanto a polícia anunciou a prisão de 10 homens envolvidos em outro ataque sexual.

AE, Agência Estado

26 de dezembro de 2012 | 11h46

No momento em que a onda de protestos gerados pelo estupro de uma aluna de Nova Délhi em 16 de dezembro diminui, a notícia de um estupro por uma gangue na área rural de Tamil Nadu na véspera de Natal mostra novamente os assustadores níveis de violência contra as mulheres no país.

A vítima do ataque em Nova Délhi ainda luta por sua vida, enquanto um policial que deu entrada no hospital após tentar conter os protestos morreu na terça-feira.

O ministro de Finanças e principal porta-voz do governo, P. Chidambaram, afirmou que o juiz aposentado Usha Mehra concordou em chefiar a comissão que tratará do assunto. "A investigação identificará os lapsos, se houver, da polícia ou outra autoridade que tenha contribuído para a ocorrência e irá responsabilizá-los pela negligência", disse ele, após uma reunião de gabinete.

Chidambaram acrescentou que um grupo examinará a legislação existente e irá "sugerir mudanças nas leis para fazer com que a punição para esses crimes horrendos seja mais rígida". O relatório será divulgado em cerca de 30 dias, segundo ele.

A vítima do estupro em Nova Délhi permanece em condições críticas no hospital, após sofrer sérios ferimentos no ataque ocorrido em um ônibus. A polícia afirma que seis homens, que estavam embriagados dentro do ônibus, revezaram-se para estuprar a mulher antes de jogá-la para fora do veículo. Todos os seis acusados já foram presos e continuam sob custódia da polícia.

Números oficiais mostram que 228.650 dos 256.329 crimes violentos registrados no ano passado foram contra mulheres. O número de estupros cresceu 17% este ano, para 661. As informações são da Dow Jones.

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