Dhiraj Singh / Bloomberg
Dhiraj Singh / Bloomberg

Índia pede a WhatsApp ação imediata para acabar com propagação de notícias falsas

Divulgação de fake news nas redes sociais tem motivado uma série de linchamentos no país; somente nos últimos dois meses, mais de 20 pessoas morreram

O Estado de S.Paulo

04 Julho 2018 | 08h18

NOVA DÉLHI - O governo da Índia pediu ao aplicativo de mensagens instantâneas WhatsApp uma ação imediata para acabar com a propagação de informações falsas que têm motivado uma onda de linchamentos no país.

+ Mais de 20 pessoas são presas na Índia por linchamento provocado por boatos no WhatsApp

+ Boatos que circulam pelo WhatsApp levam a onda de violência na Índia

Mais de 20 pessoas morreram nos últimos dois meses na Índia, vítimas de notícias inverídicas que viralizaram sobre a suposta presença de sequestradores de crianças.

+ Macedônia, uma usina mundial de fake news

+ Diante da crise, uma nova fonte de renda na Macedônia

Os ataques, que geralmente são dirigidos a estrangeiros, deixam as autoridades em uma situação muito difícil. As campanhas de sensibilização e as declarações públicas tiveram um alcance limitado até o momento.

Em um comunicado, o Ministério de Eletrônica e Tecnologia da Informação expressou à direção do WhatsApp sua "profunda desaprovação ante mensagens irresponsáveis e explosivas". "O governo indiano também indicou que o WhatsApp deve atuar imediatamente para acabar com esta ameaça", completa o texto.

Na carta de resposta às autoridades indianas, o WhatsApp afirma estar "horrorizado" com os linchamentos e qualifica as ações como um "desafio que exige que o governo, a sociedade civil e as empresas de tecnologia trabalhem lado a lado".

O WhatsApp, que pertence ao Facebook, afirmou que está testando na Índia um dispositivo para apontar se uma mensagem foi escrita por quem a enviou ou se foi apenas repassada, forma como habitualmente se propagam os boatos.

A empresa também destacou a colaboração com as organizações de verificação de fatos em outros países, como Brasil e México, e afirmou que reflete sobre a possibilidade de desenvolver estas operações na Índia. / AFP

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.