Índia prende 22 após ataque que matou 29 muçulmanos

A polícia da Índia informou neste sábado que prendeu 22 pessoas por ajudar rebeldes separatistas acusados de matar 29 muçulmanos no nordeste do país, no pior episódio de violência étnica em dois anos. As autoridades convocaram o Exército para restaurar a ordem no Estado de Assam e impuseram um toque de recolher por período indeterminado.

AE, Agência Estado

03 Maio 2014 | 09h53

Os conflitos envolveram a tribo Bodo, que acusa muçulmanos do vizinho Bangladesh de entrar ilegalmente no país. O ministro de Fronteiras da Índia, Siddique Ahmed, visitou a região e disse que o administração central e o governista Partido do Congresso falharam em proteger as vítimas, entre as quais estavam pelo menos oito crianças. "Até mesmo crianças de dois anos que mal podiam andar foram baleadas. Eu nunca testemunhei cenas como essas na minha vida", comentou.

O primeiro-ministro indiano, Manmohan Singh, condenou a violência e pediu que as pessoas permaneçam calmas. "Os ataques foram tentativas covardes de espalhar medo e terror entre as pessoas", comentou. Segundo o inspetor-geral de polícia da região, LR Bishnoi, os presos neste sábado são acusados de queimar moradias dos muçulmanos ou oferecer abrigo aos rebeldes.

Os Bodos são uma tribo que representa 10% dos 33 milhões de habitantes de Assam e há décadas lutam por independência. Em 2012, uma onda de violência entre a tribo e muçulmanos deixou quase 100 pessoas mortas. Fonte: Associated Press.

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