Índia quer ação contra terrorismo

Depois de quase iniciar ataques militares contra suspostos campos de treinamento de terroristas, a Índia exigiu neste sábado ações - não palavras - de seu arquiinimigo, o Paquistão, que prometeu atender às demandas dos Estados Unidos para congelar os bens de grupos suspeitos de terrorismo que atuam a partir do território paquistanês. As tensões fronteiriças acirraram-se durante a noite, quando soldados de ambos os lados trocaram tiros em 44 postos de fronteira na região de Jammu-Caxemira, informou a United News of India. Durante 12 anos, o Paquistão alegou que os militantes islâmicos são "lutadores da liberdade" que combatem as forças de segurança indiana para tirar a região himalaia da Caxemira do controle de Nova Délhi e garantiu que não há terroristas agindo a partir de seu território. "A comunidade internacional julgará a respostas pelas ações concretas que o Paqiustão adotar", informou o Ministério das Relações Exteriores da Índia por meio de um comunicado. Em visita à China, o presidente do Paquistão, general Pervez Musharraf, acusou a Índia de agir com arrogância, mas disse que não retaliaria pelo fato de Nova Délhi ter convocado para consultas seu embaixador em Islamabad. A Índia convocou de volta seu embaixador no Paquistão depois de um ataque contra o Parlamento indiano ter deixado 14 mortos em 13 de dezembro. Os indianos acusam o serviço secreto do Paquistão de ter auxiliado os cinco suicidas que levaram o plano a cabo.

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