Índia, Rússia e Irã unidos contra o Taleban

Os governos da Índia, da Rússia e do Irã mantêm intensas conversações para estudar a melhor forma de apoiar conjuntamente a oposição armada ao regime Taleban, que governa a maior parte do Afeganistão. As informações foram divulgadas na edição deste domingo de um jornal indiano, citando fontes do governo local. Os três países devem manifestar seu apoio à Aliança do Norte, grupo guerrilheiro que combate os taleban no nordeste do país. Acreditam que uma Aliança do Norte revigorada, com o apoio de uma coalizão internacional dirigida pelos EUA deve ser a força mais eficaz em um provável ataque contra o governo Taleban nas cidades de Qandahar, Cabul e Jalalabad, as principais cidades do Afeganistão. Os três países acreditam que um novo governo afegão permitiria eliminar pela raiz o terrorismo internacional e protegeria ainda seus interesses.O chefe da aliança, Ahmed Shah Massud, morreu no dia 9 de setembro último, vítima de um atentado, dois dias antes dos ataques terroristas do dia 11 de setembro. O segundo-em-comando foi assassinado esta semana. Já o Taleban, continua firme em sua decisão de não entregar o saudita Osama Bin Laden aos Estados Unidos, país que o acusa de ser o responsável pelos atentados terroristas que atingiram Nova York e Washington na semana passada. Segundo o porta-voz da milícia, Abdul Hai Mutamaen, seus membros não estariam "dispostos a aceitar as solicitações dos Estados Unidos, que não contemplam os muçulmanos nem os afegãos". O porta-voz aproveitou a ocasião para advertir os EUA sobre as sérias conseqüências que podiam resultar de um ataque contra o Afeganistão. E voltou a afirmar as retaliações que poderão sofrer os países vizinhos que colaborarem com o inimigo. "A nação afegã não esquecerá jamais essa fase crítica", finalizou.Papa - O papa João Paulo II exortou hoje, em Astana, a capital do Casaquistão, cristãos e muçulmanos a não permitir que os atentados do dia 11 de setembro nos Estados Unidos aumentem as divisões entre fiéis das duas religiões. A ex-república soviética da Ásia Central tem uma maioria muçulmana e, da boa parcela de cristãos residentes no país, apenas 3% são católicos. "A religião jamais deve ser utilizada para alimentar conflitos", analisou o sumo pontífice, após uma missa celebrada ao ar livre diante de dezenas de milhares de fiéis nesta cidade.

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