Índia: Sobe para 12 número de mortos em atentado

Pelo menos 12 pessoas morreram e dezenas ficaram feridas nas explosões de duas bicicletas-bomba ocorridas nesta quinta-feira em uma área movimentada da cidade de Hyderabad, disse um alto funcionário do governo indiano. Trata-se do pior atentado ocorrido no país em quase um ano e meio.

AE, Agência Estado

21 de fevereiro de 2013 | 17h18

Sushilkumar Shinde, ministro de Interior da Índia, disse que as duas bombas estavam presas a bicicletas posicionadas a apenas 150 metros de distância uma da outra. As explosões ocorreram por volta das 19h locais num intervalo de apenas dois minutos, e não de dez, como foi informado anteriormente por autoridades locais.

Os alvos foram uma sala de cinema e um ponto de ônibus no bairro de Dilkush Nagar, prosseguiu Shinde, que conversou com jornalistas em Nova Délhi, a capital indiana.

Questionado sobre suspeitos, Shinde respondeu: "Ainda precisamos investigar". Até o momento, nenhum grupo ou indivíduo reivindicou a autoria do duplo atentado.

O local dos atentados é uma área mista, repleta de imóveis residenciais e comerciais. Imagens exibidas pela televisão local mostravam o resgate aos feridos. A polícia isolou o perímetro e era possível observar pessoas correndo desesperadas logo depois das explosões.

Fachadas de lojas foram destruídas e veículos estavam cobertos de destroços. Alimentos e pratos de um restaurante próximo ficaram espalhados pelo chão, perto dos corpos de algumas das vítimas.

O secretário de Interior da Índia, R. K. Singh, disse que a Agência Nacional de Investigação despachou comandos da Guarda Nacional para Hyderabad, capital do Estado de Andhra Pradesh, sul da Índia.

"Este ataque covarde não passará impune", assegurou o primeiro-ministro da Índia, Manmohan Singh. Ele pediu à população que mantenha a calma.

A Índia não era alvo de um atentado desse porte desde setembro de 2011, quando uma explosão na frente de um tribunal em Nova Délhi deixou 13 mortos.

Hyderabad possui cerca de 10 milhões de habitantes. As populações hindu e muçulmana vivem misturadas ali. A cidade é um dos polos da indústria de tecnologia da informação da Índia.

"O objetivo desta explosão é perturbar a convivência pacífica de todas as comunidades de Andhra Pradesh", denunciou o secretário de governo local Kiran Kumar Reddy.

A Índia encontra-se em estado de alerta há duas semanas, desde que Mohammed Afzal Guru, condenado por envolvimento em um ataque contra o Parlamento que em 2001 causou a morte de 14 pessoas, foi enforcado na prisão. Grande parte da população da porção indiana da Caxemira acredita que Guru não recebeu um julgamento justo. O segredo no qual foi envolta a execução de Guru também causou revolta na região. As informações são da Associated Press.

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