Índia tem dia intenso de votação e nacionalistas hindus ganham força

A Índia atravessa nesta quinta-feira o dia mais intenso de sua imensa eleição geral com um quarto do eleitorado indiano, que chega a 850 milhões, indo às urnas durante uma semana em que o partido do Congresso no poder sofre novos golpes e a oposição nacionalista hindu contabiliza ganhos.

ASHUTOSH PANDEY E SWETHA GO, Reuters

17 de abril de 2014 | 09h28

Narendra Modi, candidato ao cargo de primeiro-ministro pelo oposicionista Partido Bharatiya Janata (PBJ), tem seduzido eleitores com promessas de resgatar a Índia de seu menor crescimento econômico em uma década e criar postos de trabalho para sua crescente população jovem.

A última grande pesquisa de opinião apontou o PBJ e seus aliados como vencedores de uma estreita maioria dos 543 assentos da Câmara dos Deputados, diferentemente das pesquisas anteriores, nas quais ficariam com a minoria por uma pequena margem.

No entanto, uma decisão da Comissão Eleitoral para repreender um assessor de Modi por ter proferido discursos considerados provocativos à minoria muçulmana respaldou as afirmações de críticos, que classificam o PBJ como uma força divisória.

A votação ocorreu em 120 distritos eleitorais em 12 Estados, desde as turbulentas regiões no Himalaia de Jammu e Kashmir -onde o material eleitoral foi levado de avião a alguma seções eleitorais em áreas remotas- até o próspero Estado de Karnataka, no sul, cuja capital é Bangalore, um centro mundial de IT e terceirização de serviços.

A maior eleição já conduzida no mundo ocorre em nove estágios de 7 de abril a 12 de maio, com resultados esperados para 16 de maio.

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