Índia tenta diálogo para controlar crise na Caxemira

O governo da Índia afirmou que vai reavaliar a grande quantidade de forças de segurança existentes atualmente na Caxemira e vai pedir que as autoridades libertem centenas de estudantes e jovens detidos durante meses de turbulência civil que deixaram ao menos 107 mortos na região. O governo indiano também ofereceu diálogo, dizendo que vai nomear interlocutores para conversar com todas as partes envolvidas na área da Caxemira, que é controlada pela Índia, onde muitos são contra o governo.

AE-AP, Agência Estado

25 de setembro de 2010 | 20h11

"Essas medidas deverão solucionar as preocupações de diferentes setores da população, incluindo os manifestantes", afirmou o Ministro do Interior da Índia, Palaniappan Chidambaram. Segundo a autoridade, o governo será aconselhado a "libertar imediatamente todos os estudantes e jovens detidos ou presos por ataques de pedras e a retirar as acusações contra eles". Acredita-se que haja centenas de presos como esses.

Ao menos 107 pessoas, a maior parte adolescentes ou jovens na casa dos 20 anos de idade, morreram nas ações das forças de segurança às violentas manifestações que ocorreram na Caxemira desde junho, e cada morte acende ainda mais insatisfação pública. A proposta do governo segue-se a uma reunião com quase 40 legisladores dos maiores partidos políticos indianos que buscavam meios para acabar com os distúrbios.

Chidambaram também anunciou uma compensação de 500 mil rupias (US$ 10,8 mil) para cada família dos jovens mortos desde junho. Na presença de tropas do exército, o ministro indiano disse ainda que o governo vai pedir que o Estado da Caxemira faça uma reunião entre o exército e as forças de segurança "para reavaliar a distribuição das forças de segurança no Vale da Caxemira". Segundo ele, o principal ponto será reduzir o número de bunkers e postos de controle na maior cidade da região, Srinagar, e em outras áreas.

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