Indiana vítima de estupro coletivo luta pela vida

Uma jovem indiana violentada por um grupo de homens no interior de um ônibus em movimento em Nova Délhi lutava pela vida em hospital de Cingapura, informaram médicos nesta sexta-feira.

AE, Agência Estado

28 de dezembro de 2012 | 16h29

Depois de dez dias internada em Nova Délhi, a estudante de 23 anos de idade foi transferida ontem para o Hospital Monte Elizabeth, em Cingapura.

O hospital em questão é especializado em transplantes múltiplos de órgãos. De acordo com relatos, os agressores da jovem usaram uma barra de ferro durante o ataque, o que resultou em graves danos internos.

De acordo com o doutor Kelvin Loh, executivo-chefe do hospital cingapuriano, a saúde da jovem deteriorou-se nesta sexta-feira. "Houve uma virada para pior", observou o médico.

Ele disse que os sinais vitais da vítima estão piores e há indícios de falência de alguns órgãos. "Isso acontece apesar de os médicos estarem lutando pela vida dela. Ela foi colocada sob máxima ventilação artificial, recebe doses ótimas de antibióticos e também estimulantes para aumentar a capacidade de seu organismo no combate a infecções", detalhou o doutor Loh.

A jovem já havia sofrido antes uma parada cardíaca, infecções pulmonar e abdominal e um "significativo" dano cerebral, segundo o hospital.

"A paciente está, no momento, lutando contra as probabilidades, lutando pela vida", prosseguiu o doutor Loh. Ainda segundo ele, os familiares da jovem estão com ela no hospital.

Até o momento, a polícia indiana prendeu seis pessoas suspeitas de envolvimento no estupro coletivo. Ela viajava no ônibus praticamente vazio na companhia de um amigo quando foram atacados. Os dois foram jogados na rua depois do ataque, realizado com o ônibus em movimento.

O caso provocou ruidosos protestos na Índia, principalmente em Nova Délhi. Nas manifestações, os participantes exigiram mais proteção às mulheres e punições mais rigorosas a estupradores.

Ontem, a polícia do Estado indiano de Punjab exonerou e suspendeu policiais acusados de ignorarem o caso de uma adolescente que, semanas depois de ter sido violentada por um grupo de homens, suicidou-se por envenenamento na quarta-feira. De acordo com autoridades locais e familiares da vítima, os policiais teriam "orientado" a jovem a não registrar queixa contra seus agressores e a casar-se com um deles. As informações são da Associated Press.

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