Indiano oferece recompensa para quem matar chargista

Um ministro regional do estado indiano de Uttar Pradesh, no norte do país, ofereceu hoje uma recompensa de 510 milhões de rúpias (mais de US$ 11 milhões) e seu peso em ouro a quem decapitar o desenhista das charges "blasfemas" do profeta Maomé. O ministro do Bem-estar das Minorias, o muçulmano Haji Yaqoob Qureshi, fez esta declaração em reunião pública realizada hoje na cidade de Meerut, em Uttar Pradesh, em protesto pelas charges publicadas no jornal dinamarquês "Jyllands-Posten"."Qualquer pessoa que corte a cabeça do chargista da Dinamarca que se atreveu a fazer uma caricatura de Maomé e a traga, será recompensado com 510 milhões de rúpias em dinheiro e o equivalente a seu peso em ouro", afirmou Qureshi.Durante o ato os manifestantes queimaram uma escultura com a imagem do chargista e exigiram que a Índia corte suas relações diplomáticas com a Dinamarca.Vários grupos políticos do estado pediram a demissão do ministro, reivindicaram que se tomem medidas legais por incitar as massas ao assassinato e solicitaram explicações ao chefe do governo regional, Mulayam Singh Yadav.No entanto, o secretário de Uttar Pradesh, Alok Sinha, indicou que não perseguirá legalmente Qureshi já que, segundo ele, o anúncio se refere a uma pessoa de um país muito distante e em uma democracia estas questões não podem ser qualificadas como uma violação da lei.Ontem, um clérigo paquistanês também ofereceu uma recompensa de até US$ 41 mil e um carro novo pela cabeça do desenhista.O clérigo islâmico Mohammed Yousaf Qureshi, anunciou durante o sermão de sexta-feira que "quem matar o chargista receberá como recompensa 1 milhão de rúpias da associação do mercado de joalheiros, 1 milhão de rúpias da mesquita Mohabat Khan e 500 mil rúpias e um carro da Jamia Ashtrafia (instituição educativa dirigida por Yousaf Qureshi)".

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