Indianos protestam contra atentados que mataram 42 pessoas

Oposição diz que governo é brando. Ministro do Interior, Shivraj Patil, admite falha na inteligência

Efe,

27 de agosto de 2007 | 04h58

Em Andhra, região sulina indiana de Pradesh, uma jornada protestou nesta segunda-feira, 27, contra os atentados terroristas que mataram 42 pessoas no sábado, 25, na cidade de Hyderabad. A organização do movimento é de oposição.   Os serviços de ônibus ficaram paralisados em vários pontos da região, enquanto as instituições educativas privadas fecharam suas portas durante todo o dia, informou a agência local Ians.   Os partidários da principal legenda da oposição, a conservadora hindu Bharatiya Janata Party (BJP), se concentraram em Hyderabad e outras cidades da região, onde realizaram várias manifestações contra os ataques terroristas.   A oposição qualificou o papel do governo em relação ao terrorismo como "brando". Em resposta, o ministro do Interior indiano, Shivraj Patil, admitiu no domingo, 26, que existiam dados de inteligência que ninguém soube utilizar adequadamente.   As duas explosões de sábado, 25, registradas quase simultaneamente em um auditório ao ar livre e num popular restaurante familiar, causaram a morte a 42 pessoas e deixaram outras 70 feridas.   A cidade, um núcleo da tecnologia na Índia e com uma forte minoria muçulmana, ainda tenta se recuperar da comoção pelos atentados, após registrar em maio outra explosão em uma mesquita no centro urbano.   Moradores locais integraram na noite do domingo, 26, uma manifestação com velas no Parque Lumbini, onde fica o auditório no qual uma das bombas causou a morte de 10 pessoas.

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