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Republicanos rejeitam audiência sobre indicação de Obama para Suprema Corte

Para eles, a indicação cabe ao sucessor de Obama, que será escolhido neste ano; as audiências feitas para candidatos à Suprema Corte estão entre os eventos mais importantes do Senado

O Estado de S. Paulo

23 de fevereiro de 2016 | 17h57

WASHINGTON - Senadores republicanos da Comissão de Justiça rejeitaram nesta terça-feira, 23, receber em audiência qualquer indicação do presidente Barack Obama para a Suprema Corte para substituir o juiz Antonin Scalia, morto no dia 13. Segundo eles, a indicação cabe ao sucessor de Obama, que será escolhido neste ano. 

"Uma vez que a nossa decisão é baseada no princípio constitucional e na necessidade de proteger a vontade do povo americano, esta comissão não irá oferecer nenhuma audiência a qualquer indicação feita para a Suprema Corte até que o novo presidente seja empossado, em 20 de janeiro de 2017", afirmou o líder da maioria, senador republicano Mitch McConnel.

Mesmo as indicações mais controversas à mais alta corte dos Estados Unidos tiveram uma audiência garantida pela Comissão de Justiça, que é o primeiro passo do processo de escolha dos juízes da Casa. A intenção dos republicanos, expressa em uma carta revelada nesta terça-feira, promete quebrar uma tradição da comissão justamente em ano eleitoral.

Scalia, um notável defensor das causas conservadoras, era uma indicação republicana, do ex-presidente Ronald Reagan. Com sua morte, os juizes da Suprema Corte ficaram divididos entre quatro conservadores, indicados por republicanos, e quatro liberais, indicações democratas. Com uma indicação do presidente Obama, os democratas ficariam em vantagem.  

As audiências feitas para candidatos à Suprema Corte estão entre os eventos mais importantes do Senado. Entre os integrantes da Comissão está o pré-candidato republicano Ted Cruz, que já prometeu bloquear qualquer indicação de Obama.

Josh Earnest, o porta-voz da Casa Branca, afirmou que ainda é possível uma audiência este ano. Segundo ele, alguns senadores republicanos se opõem a essa diretriz.

Parlamentares republicanos dizem que um discurso de 1992 feito pelo então presidente da Comissão, senador Joe Biden (hoje vice-presidente dos EUA) dá razão à sua causa. Na época, Biden afirmou que o Senado "não deveria realizar audiências até depois da eleição". Naquele ano, no entanto, nenhuma vaga foi aberta para a Suprema Corte. / Dow Jones Newswires.

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