Indicado para a Defesa dos EUA enfrenta sabatina no Senado

A nomeação do ex-chefe da CIA Robert Gates para o cargo de secretário de Defesa dos Estados Unidos será colocada em cheque pela primeira vez nesta terça-feira, quando a Comissão de Serviços Armados do Senado americano analisará a indicação. Mas, a levar em consideração a posição defendida pela oposição, é pouco provável que os democratas da Casa, que em janeiro controlarão o Congresso, bloqueiem a indicação. Isso porque muitos oposicionistas querem ver o atual secretário de Defesa, Donald Rumsfeld, longe do Pentágono o mais rápido possível.Em aparição conjunta com Gates nesta terça-feira, o presidente George W. Bush disse ter indicado o ex-chefe da CIA para proporcionar uma "nova perspectiva" sobre o Iraque após a renúncia de Rumsfeld, logo após a vitória democrata nas eleições legislativas de novembro. Segundo fontes ouvidas pela Associated Press, no entanto, ainda não está claro se Gates influenciará as políticas da administração para a guerra.Pais e filhosEm entrevista ao canal Fox News nesta terça-feira, Bush reconheceu que consultou seu pai sobre Gates. No entanto, Bush ressaltou que raramente fala de política com seus pais, que, como reconheceu, estão preocupados com ele. O presidente americano afirmou que adora falar com seus pais "sobre as coisas que falam pais e filhos" e acrescentou que gostava de surpreendê-los com uma ligação no começo da manhã. George W. Bush afirmou que "certamente estão preocupados com seu filho. Eles prestam muita atenção nos jornais". O presidente americano negou que consulte seu pai sobre questõespolíticas e assegurou que "ele compreende perfeitamente" que o que ele sabe, "em comparação com o nível de informação que outras pessoas dispõem, inclusive ele mesmo, é significativo". "Ele confia nas minhas decisões", afirmou.O presidente americano ressaltou o apoio que possui das milhões de pessoas que rezam por ele e sua esposa Laura. Sobre a questão dos homens de confiança do mandato de seu pai que podiam assessorar atualmente sua administração, Bush assegurou que agora ele é "o comandante-em-chefe".

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