Indicado por Bush diz que EUA ficarão anos no Iraque

O indicado pelo presidentenorte-americano, George W. Bush, à chefia do Estado-MaiorConjunto das Forças Armadas dos EUA afirmou nesta terça-feiraque o país ainda passará "anos, e não meses", no Iraque. O almirante Michael Mullen alertou parlamentaresdescontentes com o conflito que uma retirada precipitada dasforças transformaria o Iraque num "caldeirão". Segundo ele,seriam necessários três a quatro anos para reduzir pela metadeo contingente norte-americano, hoje de 160 mil soldados. Muitos democratas querem a retirada das tropas de combatejá em abril. "Acho que estaremos lá durante anos, não meses", disseMullen à Comissão de Serviços Armados do Senado em suasabatina. "Mas não vejo (o Iraque) como uma base permanente aesta altura." Mullen, de 60 anos, atualmente chefe de operações navais,foi nomeado no mês passado depois que o governo decidiu pelanão-renovação do mandato de dois anos do general Peter Pace, doCorpo de Marines. O secretário de Defesa, Robert Gates,entendeu que o envolvimento de Pace na impopular guerra doIraque levaria a sabatinas extenuantes para sua recondução. A boa recepção dada a Mullen sinaliza que ele seráconfirmado. Também na terça-feira, o subsecretário de Defesa, GordonEngland, disse à Comissão de Orçamento da Câmara que o gasto doano que vem com a guerra vai superar a verba solicitada de141,7 bilhões de dólares. Esse valor se soma a mais de 600bilhões de dólares já liberados para as guerras do Afeganistãoe, principalmente, do Iraque. England disse que o pedido de 141,7 bilhões de dólares nãoprevê a fabricação e envio de veículos resistentes a minas nemgastos com os 30 mil combatentes adicionais despachados nesteano por Bush. Mullen disse que esse reforço trouxe mais estabilidade aoIraque, mas admitiu falta de progressos políticos. "Baseado nafalta de reconciliação política em nível de governo, obviamenteeu me preocuparia sobre se estamos vencendo ou não", afirmou. Segundo ele, "nenhuma quantidade de tropas" seria capaz deresolver os problemas políticos do governo iraquiano, masqualquer decisão estratégica deveria esperar o relatório dogeneral David Petraeus e do embaixador Ryan Crocker, previstopara setembro.

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