Daniel Ochoa de Olza/AP
Daniel Ochoa de Olza/AP

Indicadores sugerem novo ano de recessão para espanhóis

Cerca de 4 mil agências de bancos fecharam suas portas em 6 meses

O Estado de S.Paulo

22 de novembro de 2011 | 03h03

Cenário: Jamil Chade

MADRI - Mariano Rajoy tinha razão: o pior parece estar por vir. A primeira estatização de um banco espanhol é apenas um sinal das dificuldades que aguardam o novo presidente, já que 4 mil agências de bancos fecharam suas portas em 6 meses e a crise promete fazer mais vítimas.

 

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Segundo a Fundação de Caixas de Poupança (Funcas), a Espanha voltará a registrar uma contração de sua economia em 2012. A recessão deve durar pelo menos até julho, o que fará com que a média para 2012 seja de uma redução de 0,5%. A nova projeção é uma revisão importante em relação ao que se esperava, de crescimento de 1% no próximo ano.

O motivo é justamente o corte de gastos que o governo já aprovou, sem contar com as novas medidas de austeridade que começarão a ser aplicadas pelo novo governo. Para 2011, a previsão é de crescimento de apenas 0,7%.

Por mais que Rajoy prometa voltar a dar esperança, as previsões mostram que a criação de empregos cairá em 1,6% neste ano e mais 2% em 2012. O novo governo terminará o primeiro ano com uma taxa de desemprego recorde de 23%. Outros dados sustentam a continuidade da recessão. A venda de imóveis ficará estagnada em 2011 e cairá 0,4% em 2012. Os investimentos na construção cairão 7,8% em 2011 e outros 8,2% em 2012. Com o aumento do desemprego e a queda de investimentos estatais, o resultado será a queda da importação de 2,2% em 2012.

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