Índices de aprovação de Olmert desabam depois de guerra no Líbano

O primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert, bastante criticado pela condução da recente guerra contra o Hezbollah no Líbano, desqualificou nesta quinta-feira (21) seus críticos como inexperientes e aflitos, mas pesquisas de opinião mostravam que o público está insatisfeito com ele e o tiraria do cargo se as eleições fossem hoje.As pesquisas também mostram que o principal rival político de Olmert, o líder oposicionista Benjamin Netanyahu, do conservador Partido Likud, estaria apontando para retomar o protagonismo político em Israel.De acordo com a sondagem do Instituto Dialog, 68% dos israelenses estão descontentes com Olmert. Em 11 de agosto, dias antes do fim da guerra com o Hezbollah, o índice de descontentamento com o primeiro-ministro era de 40%.Apenas 22% dos 507 entrevistados disseram estar satisfeitos com o governo Olmert, bem abaixo dos 48% na sondagem de agosto.A mesma pesquisa constatou que, se as eleições fossem hoje, o Likud passaria de 12 para 24 cadeiras no Parlamento israelense. O Kadima, de Olmert, cairia de 29 para 16 assentos na assembléia de 120 cadeiras. Os trabalhistas, que fazem parte da coalizão liderada pelo Kadima, cairiam de 19 para 15.Com isso, o Likud voltaria a ser o partido dominante na cena política israelense e poderia formar um novo governo se houvesse eleições hoje.A pesquisa do Dialog foi publicada na edição de hoje do jornal israelense Haaretz. A margem de erro é de 4,8 pontos porcentuais para mais ou para menos.Uma outra sondagem publicada hoje, esta pelo jornal Yediot Ahronot, mostra que 27% dos israelenses acreditam que Netanyahu seria a pessoa mais adequada para chefiar o governo israelense na atual situação. Apenas 7% têm a mesma percepção sobre Olmert.A sondagem, encomendada ao Instituto Dahaf, foi feita com 499 pessoas. A margem de erro é de 4,5 pontos porcentuais para mais ou para menos.

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