Indiciado grupo que planejava atacar em NY

Suspeitos são muçulmanos e pretendiam explodir uma sinagoga e abater aviões militares

Reuters, AFP e AP, NOVA YORK, O Estadao de S.Paulo

22 de maio de 2009 | 00h00

Os quatro homens presos na quarta-feira à noite acusados de planejar explodir uma bomba numa sinagoga e lançar mísseis Stinger contra aviões militares americanos foram levados ontem a um tribunal. O promotor Eric Snyder descreveu os homens como "extremamente violentos" e "desejosos de levar morte aos judeus". As prisões ocorreram após uma operação com agentes à paisana que começou na cidade de Newburgh, a 110 quilômetros de Nova York, e terminou flagrando os quatro instalando 17 quilos de um falso explosivo perto de uma sinagoga no bairro do Bronx. A polícia afirmou que os americanos James Cromitie, David Williams, Onta Williams e o haitiano Laguerre Payen, todos muçulmanos e moradores de Newburgh, atuaram sozinhos. Eles são acusados de conspirar para usar armas de destruição em massa dentro dos EUA e adquirir e usar mísseis antiaéreos. Segundo os investigadores, os quatro suspeitos se conheceram na prisão. O FBI disse que os mísseis seriam disparados contra aviões de uma base da Força Aérea em Newburgh. Eles foram descobertos no ano passado ao tentar comprar armas de um informante da polícia. O FBI e outras agências monitoraram os homens e chegaram a dar ao informante um míssil desativado e grande quantidade falsa de explosivo C-4. Em junho, o informante conheceu Cromitie, que reclamara que muitos muçulmanos estavam morrendo no Afeganistão e no Paquistão - seus pais tinham morado no Afeganistão antes de ele nascer. Segundo os investigadores, Cromitie, apontado como líder do grupo, tem 27 passagens pela polícia. "Eles afirmaram que estavam em guerra santa contra os EUA", disse o chefe de polícia Raymond Kelly.Desde outubro, os quatro acusados e o informante se reuniram em uma casa grampeada pela polícia. No mês passado, finalmente selecionaram os alvos e começaram a monitorar as atividades dos aviões militares na base de Newburgh, mas foram detidos antes que pudessem pôr o plano em prática."Esse caso demonstra claramente que a ameaça do terrorismo em Nova York é real", disse David Paterson, governador de Nova York. Os detidos podem pegar penas que variam de 25 anos à prisão perpétua. A advogada de Payen disse que ele sofre de esquizofrenia e transtorno bipolar.

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