Indícios de polônio nos restos de Arafat eram 20 vezes superior ao normal

Cientistas que exumaram corpo de líder palestino alertam que pesquisa foi feita com limitações

JAMIL CHADE / CORRESPONDENTE,

07 de novembro de 2013 | 11h23

LAUSANNE -  Peritos suíços confirmaram nesta quinta-feira, 7, que sua investigação sobre a morte de Yasser Arafat "apoia moderadamente" a tese de que ele teria seria envenenado com Polonio em 2004, depois de constatar a presença do elemento radioativo em seu corpo 20 vezes superior à taxas consideradas como "normais".

Hoje, na cidade de Lausanne, médicos legistas que realizaram a exumação do corpo do ex-líder palestino confirmaram as informações da rede Al Jazerra que, ontem, havia apontado para o resultado da pesquisa encomendada pela viúva de Arafat e por autoridades palestinas.

Apesar da constatação, os peritos alertaram para "sérias limitações" na pesquisa. O primeiro deles seria o fato de que, entre a morte de Arafat e o teste, oito anos passaram.

Não há ainda amostras biológicas e os cientistas foram obrigados a exumar o corpo do ex-presidente, além de avaliar suas roupas íntimas.

"Colocamos em evidência uma quantidade anormal de polônio", declarou a Universidade de Lausanne. "Nosso resultado apoia moderadamente a tese do envenenamento", concluiu.

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