Indícios mostram que oposição síria usou gás sarin

A ex-procuradora para crimes de guerra da Organização das Nações Unidas (ONU) Carla Del Ponte disse à televisão suíça que uma comissão da organização tem indícios de que as forças rebeldes sírias usaram gás sarin como arma durante os conflitos no país.

Agência Estado

06 de maio de 2013 | 11h13

Del Ponte, ex-procuradora-geral suíça que presidiu dois tribunais de guerra da ONU, disse à emissora pública suíça SRI que os indícios têm como base entrevistas com vítimas, médicos e funcionários de hospitais de campo em países vizinhos.

Ela é integrante de um painel independente da ONU, formado por quatro pessoas, que investiga supostos crimes de guerra e outros abusos na Síria. Na entrevista que foi ao ar na noite de domingo, Del Ponte disse que os investigadores do painel tem "suspeitas fortes e concretas, mas ainda não provas incontestáveis do uso do gás sarin, a partir da forma como as vítimas foram tratadas". Ela declarou também que não há evidências de que as forças do governo também tenham usado o sarin como arma química.

"Ainda temos de aprofundar nossa investigação, verificar e confirmar (as descobertas) por meio de novos relatos de testemunhas mas, segundo o que verificamos até agora, oponentes do regime são os que estão usando o gás sarin", disse ela.

Formado dois anos atrás por ordem do Conselho de Direitos Humanos da ONU, a comissão não conseguiu, até agora, acesso ao território sírio, já que Damasco tem ignorado os repetidos pedidos de entrada no país.

Por essa razão, a comissão entrevistou mais de 1.500 refugiados e exilados para formular seus relatórios e acusações de que tanto as forças do governo e seu aliados quanto a oposição estão cometendo crimes de guerra. As informações são da Associated Press e da Dow Jones.

Tudo o que sabemos sobre:
Síriaarmas químicasoposição

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.