Indígenas ameaçam novo presidente da Bolívia com "guerra"

Os líderes indígenas e camponeses que levaram à renúncia o governo anterior da Bolívia ameaçaram com "outra guerra para derrubar" o atual presidente Carlos Mesa. O polêmico deputado indígena Felipe Quispe, que em setembro iniciou os bloqueios rodoviários que depois se converteram em uma insurreição popular contra o presidente Gonzalo Sánchez de Lozada, disse que seu setor não dará muito tempo a Mesa."Vamos preparar outra guerra para derrubar Carlos Mesa", disse Quispe, que havia dado um prazo de 90 dias para o novo mandatário cumprir as exigências dos insurgentes, que incluem o arquivamento do projeto de exportação de gás para Estados Unidos e ao México. Ao mesmo tempo, o outro principal líder dos camponeses indígenas do país, o deputado cocalero Evo Morales, afirmou que o pensamento de seu setor é de que Mesa não é muito diferente de Sánchez de Lozada, que apresentou sua renúncia em 17 de outubro ao cabo de protestos violentos que deixaram 76 mortos."Alguns companheiros e companheiras, principalmente dirigentes de setores sociais, dizem que Mesa é a mesma mulher com outro vestido", disse Morales.

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