Rodrigo Abd/AP
Rodrigo Abd/AP

Indígenas bloqueiam acesso a reservas de lítio no Chile

De acordo com presidente do Conselho Indígena do Atacama, manifestantes se unem nos protestos contra a desigualdade social e pedem atenção para os impactos da mineração em seu território

Redação, O Estado de S.Paulo

26 de outubro de 2019 | 04h33

SANTIAGO - Manifestantes de comunidades indígenas do Chile, localizadas próximas ao Salar do Atacama,  bloquearam o acesso à reservas de lítio em meio aos protestos que tomaram as ruas do país. A região tem algumas das maiores reservas - e das maiores operações - de lítio do mundo.

O lítio é um metal essencial para a fabricação de diversos componentes, como baterias de veículos, laptops e celulares, e o Chile possui algumas das maiores reservas do mundo, sediando, inclusive, duas das maiores empresas do setor: a chilena SQM e a americana Albemarle.

De acordo com o presidente do Conselho Indígena do Atacama, Sergio Cubillos, uma das rodovias bloqueadas pelos manifestantes interrompe as atividades da SQM desde quarta-feira. "Eles estão completamente parados", disse Cubillos. "As estradas estão fechadas."

Uma porta-voz da empresa em Santiago afirmou que está tentando obter informação oficial diretamente da região, mas até o momento não obteve retorno.

Segundo o líder indígena, as operações da Albemarle sofreram impactos com o bloqueio, porém, um porta-voz da empresa informou que não houve alterações em razão do bloqueio.

De acordo com Cubillos, as comunidades indígenas se juntaram aos protestos contra a desigualdade social em solidariedade ao povo chileno, mas também citou preocupações com os impactos da mineração na região do Atacama.

"Esperamos continuar protestando até o Estado nos ouvir e atender nossas demandas legítimas", disse. / REUTERS

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