Indigente morre com US$ 100 mil

Na Hae-dong era o tipo de homem que não chamava muita atenção por onde passava. Morador de rua, ele costumava empurrar um carrinho pela manhã, recolhendo metal e vendendo sucata. A história do sul-coreano poderia ser comum à de qualquer outro morador de rua se não fosse um detalhe: ele morreu como indigente, em meio à completa miséria, sendo dono de uma pequena fortuna, equivalente a US$ 100 mil, por não ter documentos e não poder comprovar a identidade no banco."Ele nunca mendigava. Quando pessoas ofereciam ajuda, ele dizia que tinha dinheiro guardado", afirmou Yoo Joon-soo, funcionário do bairro de Yongbong da cidade de Gwangju, sudoeste na Coreia do Sul, onde vivia desde 2007.Em meados de abril, porém, Na estava com a aparência frágil e os residentes da região ignoraram seus protestos e chamaram uma ambulância. No hospital, ele foi diagnosticado como paciente terminal de câncer no pâncreas. Após descobrir a doença, Na revelou que tinha cerca de US$ 100 mil no banco - economias guardadas durante toda a vida. O dinheiro estava numa conta aberta havia décadas, mas ele não conseguiu sacá-lo por causa de uma lei anticorrupção de 1993, que endureceu as regras de comprovação de identidade. Funcionários do governo local tentaram conseguir aprovação da Justiça para que ele ganhasse uma nova identidade, mas Na não resistiu e morreu no dia 28, antes da decisão final. O dinheiro - juntamente com seus outros bens (um relógio de pulso, um carrinho e um cobertor) - será doado para o Estado.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.