Indignados, argentinos fazem panelaço contra Cristina

"Vai acabar, vai acabar, esta mania de roubar!". Com este cântico - e vários outros - milhares de pessoas marcharam nesta quinta-feira à noite pelas avenidas do centro portenho, rumo à praça de Mayo, na frente da Casa Rosada, o palácio presidencial. A multidão protestou contra os crescentes escândalos de corrupção do governo da presidente Cristina Kirchner, a escalada da inflação (cuja existência a Casa Rosada nega), o aumento da criminalidade nos últimos anos e o elevado gasto do governo em publicidade oficial, entre outros.

ARIEL PALACIOS, Agência Estado

07 de junho de 2012 | 22h49

Diversas faixas indicavam irritação da população com a intervenção do governo na economia, especialmente nas recentes medidas da presidente Cristina contra o dólar, que foi o principal refúgio dos argentinos nos momentos de crise nos últimos 40 anos.

A indignação cresceu a partir da semana passada, quando a imprensa revelou que, enquanto o governo realizada uma verdadeira cruzada nacionalista anti-dólar, a maior parte do gabinete presidencial, além da própria Cristina Kirchner, investia em dólares.

Batendo panelas ou as palmas, gritando ou tocando apitos, a multidão - integrada por uma grande quantidade de jovens - marchou desde os principais bairros portenhos rumo ao centro pela avenida 9 de Julio, Diagonal Norte e avenida de Mayo. Os manifestantes não ostentaram bandeiras políticas nem faixas alusivas a grupos partidários.

A convocação para o protesto foi realizada por cadeias de e-mails, a rede social Facebook e a rede de microblog Twitter. Um dos principais grupos que convocaram o protesto, o "Argentinos indignados", propôs um panelaço "sem bandeiras" e "sem violência".

Outros panelaços, de menor magnitude, foram realizados em vários bairros portenhos. Um protesto, reunindo uma centena de pessoas, foi realizado na frente da residência presidencial de Olivos, na zona norte da área metropolitana de Buenos Aires.

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