Índios equatorianos protestam contra tratado comercial

A Confederação de Nacionalidades Indígenas do Equador (Conaie) anunciou neste domingo que vai preparar novas ações, com o apoio de outros setores da sociedade equatoriana, para protestar contra o Tratado de Livre-Comércio com os Estados Unidos. O deputado indígena Jorge Guamán, dirigente da Conaie, disse que na próxima semana os movimentos sociais em diversas regiões do país vão se reunir para organizar, "da melhor forma possível", as mobilizações contra o acordo. As negociações do tratado começaram em meados de 2004. Autoridades do governo equatoriano prevêem a próxima rodada, que pode ser a última, para 6 e 7 de maio. No entanto, os representantes dos EUA ainda não marcaram a data. O negociador equatoriano, Manuel Chiriboga, disse recentemente que o processo deve terminar em meados de maio. Segundo Guamán, a Conaie está discutindo o tratado e explicando às bases do movimento os riscos para o país se forem mantidos os termos negociados pelo governo. "Há pressões constantes sobre os dirigentes indígenas" que se opõem ao acordo, denunciou, responsabilizando o governo e as forças de segurança. "Os telefones dos dirigentes foram grampeados", acusou Guamán, garantindo porém que as intimidações "não amedrontam os grupos sociais do país". Ele disse que a Conaie e outros grupos sociais fizeram "o que governo não foi capaz de fazer: levar a discussão à população sobre um tema tão fundamental para o país". A Conaie ameaça promover protestos radicais e até mesmo um "levante popular" se o tratado for assinado.

Agencia Estado,

16 Abril 2006 | 22h13

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