Indonésia acusa Bashir de ordenar, planejar e financiar o terrorismo

Preso é acusado de incitar ações terroristas contra turistas e por relações com rede terrorista

Efe

11 de agosto de 2010 | 05h22

JACARTA - A polícia da Indonésia acusa o clérigo radical Abu Bakar Bashir, preso esta semana por sua relação com uma célula extremista em Aceh, de ordenar, planejar, supervisionar e financiar atividades terroristas, informou nesta quarta-feira, 11, o diário Kompas.

O porta-voz da polícia, Edward Aritonang, especificou pela primeira vez as acusações contra um dos possíveis líderes espirituais do integralismo islâmico no Sudeste Asiático e que foi preso por incitar os atentados de Bali, em 2002, quando morreram 202 pessoas.

"As acusações contra ele, entre outros, são de planejar atividades terroristas e ordenar aos outros que cometam atos de terrorismo", assegurou Aritonang.

Segundo a versão da polícia, o clérigo radical "beneficiava" e "financiava", uma vez que designava os "ustadz", guias espirituais aos líderes do campo de treinamento, que por sua vez o informavam de suas atividades.

A famosa unidade antiterrorista Densus 88 deteve o religioso no domingo, quando ele visitava várias mesquitas na ilha de Java para divulgar suas ideias radicais.

Bashir estava há meses na mira das forças de segurança por sua relação com a rede terrorista que se estabeleceu na conservadora província de Aceh.

O preso, de 72 anos, é fundador da polêmica escola islâmica "Ngruki", em que foram formados os três indonésios executados pelos atentados de Bali e outros cincos integrantes, e outros três foram mortos em vários atentados suicidas.

Desde o desmantelamento de um campo de treinamento de terroristas, em março, na cidade de Aceh, a polícia indonésia deteve 102 possíveis radicais islamitas, destes 66 se encontram presos e com acusações.

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