Indonésia adere ao abate de frangos em massa

A Indonésia mudou de posição e ordenou hoje que os avicultores de áreas infectadas pela influenza aviária façam o extermínio em massa de seus plantéis de frango. Ontem, o governo indonésio foi criticado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) por ter se recusado a ordenar a matança. Autoridades indonésias insistiram que o abate em massa não era necessário e alegaram que não havia recursos para colocá-lo em prática. No entanto, hoje, o ministro do Bem-Estar, Jusuf Kalla, disse que o presidente indonésio Megawati Sukarnoputri prometeu dar assistência aos produtores para compensá-los pelas perdas e também para ajudá-los a recompor seus plantéis de frango. Kalla disse ainda que a compensação aos avicultores será atrasada para garantir que os animais de recomposição não sejam infectados. "Nós vamos fornecer novos pintos saudáveis sem cobrar dos produtores", disse Kalla.Depois de passarem semanas negando a presença da doença no país, autoridades indonésias anunciaram no domingo que o vírus estava se alastrando pela maior parte do território, incluindo Bali, o principal destino turístico da nação. O ministro das Finanças, Boediono, teria dito hoje, segundo a agência Antara, que o governo não vai proibir a entrada de visitantes de países que foram infectados pela influenza na Indonésia. Segundo ele, como a doença ainda não provocou a morte de nenhum humano no país, o governo não considera o vírus perigoso. Ontem, avicultores e feirantes continuavam vendendo a carne de frango infectado no mercado local. Uma feirante chegou a dizer que seu lucro dobrou desde o início da epidemia, já que podia comprar o frango infectado pela metade do preço. Segundo ela, como a carne não foi proibida, os consumidores não deixaram de comprá-la. Boediono disse ainda que a economia indonésia não deve ser fortemente atingida pela influenza, já que, segundo estimativas, a receita avícola correspondeu a menos de 2% do PIB do país no terceiro trimestre de 2003.

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