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Indonésia anuncia morte de suposto mentor de ataque em Bali

Um suposto mentor dos atentados de 2002 em Bali foi morto pela polícia da Indonésia, em mais um golpe contra o movimento militante islâmico no país muçulmano mais populoso do mundo.

ROB TAYLOR E TELLY NATHALIA, REUTERS

10 de março de 2010 | 08h30

Dulmatin (muitos indonésios usam um só nome), que no passado treinara com a Al Qaeda no Afeganistão, foi um dos três militantes mortos num tiroteio com a polícia em uma lan house e numa casa próxima, disse na quarta-feira o presidente do país, Susilo Bambang Yudhoyono.

"Hoje posso anunciar a vocês que, após uma bem sucedida ação policial contra os terroristas que se escondiam em Jacarta ontem, podemos confirmar que um dos que foram mortos era Dulmatin, um dos principais terroristas do Sudeste Asiático", disse Yudhoyono em discurso no Parlamento australiano, em Canberra.

A notícia representa uma vitória da Indonésia no combate aos militantes, a poucos dias da visita do presidente dos EUA, Barack Obama, ao país, de 20 a 22 de março.

Mas analistas dizem que surgimento de Dulmatin na Indonésia com um novo grupo mostra uma preocupante capacidade dos militantes locais para forjarem laços internacionais, inclusive com grupos correlatos à Al Qaeda.

As autoridades disseram que Dulmatin chegou a atirar contra os policiais, e que seu corpo foi identificado por exame de DNA e por traços fisionômicos. Os outros dois mortos eram supostamente seus seguranças.

Técnico de eletrônica, Dulmatin, 40 anos, era o principal especialista em explosivos do grupo islâmico regional Jemaah Islamiah. Autoridades dizem que ele ajudou a planejar os atentados suicidas que mataram 202 pessoas em duas boates de Bali em 2002.

Em 2003, ele fugiu para as Filipinas, onde teria ficado ferido em confronto com as forças locais. O governo dos EUA oferecia 10 milhões de dólares por sua captura.

(Reportagem adicional de Sunanda Creagh)

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