Kemal Jufri/The New York Times
Kemal Jufri/The New York Times

Indonésia eleva alerta de erupção do vulcão Anak Krakatau

Em escala que vai até o número 4, alerta está agora no nível 3; maré alta e muita chuva dificultam as buscas das autoridades por vítimas

Redação, O Estado de S.Paulo

27 Dezembro 2018 | 04h08

JACARTA - As autoridades da Indonésia elevaram nesta quinta-feira, 27, o alerta de erupção do vulcão Anak Krakatau, que há seis dias provocou um tsunami que matou ao menos 430 pessoas. O alerta passou do nível 2 para 3, em uma escala que vai até 4. As informações são do porta-voz da Agência Nacional de Gestão de Desastres (BNPB), Sutopo Purwo Nugroho.

A recomendação é de ficar de 500 metros a um quilômetro distante do litoral, sob o risco de haver outro maremoto. Além disso, as pessoas estão proibidas de chegar a um raio de cinco quilômetros do monte Anak Krakatau. Antes, a proibição era de um raio menor que dois quilômetros.  

O vulcão, que entrou na atual fase de erupção em julho passado, continua registrando "ininterruptas" erupções de tipo estromboliana, com vazamento de lava e emissão de rochas incandescentes, e colunas de fumaça que cobrem de cinza várias áreas do litoral do estreito de Sunda, acrescentou o porta-voz.

Segundo Sutopo, o vulcão registrou uma erupção de pequena magnitude em 22 de dezembro, mas imagens de satélite mostram que a explosão causou o deslizamento no lado sudoeste, caindo no mar e originando o tsunami que chegou à costa oeste da ilha de Java e ao sul da ilha de Sumatra.

O sistema de detecção de tsunamis da Indonésia conta com sismômetros e boias conectados a medidores de maré e não está equipado para detectar deslizamentos subaquáticos. O sistema não foi operado em anos porque os equipamentos foram vandalizados ou foram mantidos com pouco financiamento.

Buscas

Maré alta e muita chuva dificultam as buscas por vítimas. Alguns corpos foram achados no mar e pelo menos 159 pessoas estão desaparecidas. Na quinta-feira, moradores da província de Banten, na ilha de Java, buscavam itens que pudessem ser salvos entre os escombros das casas destruídas.

"Eu perdi tudo o que tenho, minha casa, meus pertences", disse o fazendeiro Muhamad Sarta. "Eu só espero alguma ajuda do governo. Com sorte, haverá alguns reparos. Eu não tenho lugar para onde ir. Não tenho dinheiro. Tudo o que eu tinha se perdeu na água." / AP e EFE

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