EFE/ Hotli Simanjuntak
EFE/ Hotli Simanjuntak

Indonésia prorroga por mais um dia buscas por vítimas de tragédia

Número oficial de mortos após terremoto e tsunami está em 2.073, mas autoridades reconhecem que quantidade pode ser maior; 680 pessoas ainda estão desaparecidas

O Estado de S.Paulo

11 Outubro 2018 | 15h01
Atualizado 11 Outubro 2018 | 15h13

PALU, INDONÉSIA - A Indonésia prorrogou nesta quinta-feira, 11, as buscas por vítimas do terremoto de magnitude 7,5 e do tsunami na Ilha de Sulawesi a pedido dos parentes das muitas pessoas ainda desaparecidas, informou a agência nacional de mitigação de desastres.

Cerca de 10 mil agentes de resgate se empenhavam no que teria sido o último dia de buscas nas ruínas da cidade litorânea de Palu, atingida pelo desastre duplo no dia 28 de setembro, enquanto parentes torciam para que seus entes queridos fossem encontrados para receberem um enterro digno. Mas o porta-voz da agência de desastres disse durante um boletim à imprensa em Jacarta que a busca continuará até a noite de sexta-feira. Ele afirmou que dois anos serão necessários para que a região seja reconstruída e recuperada.

A agência afirmou que o número oficial de mortos estava em 2.073 nesta quinta, e a maior parte das fatalidades foi registrada na cidade de Palu. Segundo os números oficiais, 680 pessoas estão desaparecidas, mas autoridades reconheceram que o número real pode chegar aos milhares, já que centenas de casas foram engolidas para dentro da terra.

Segundo a organização Save the Children, pode haver até 1,5 mil crianças desaparecidas em decorrência dos desastres. A chefe da organização, Selina Sumbung, disse que o fim das missões de busca será aceito com o "coração pesado". "As crianças são particularmente vulneráveis em desastres, e pensar que muitas jamais terão a chance de crescer é de partir o coração", disse Selina, em comunicado.

O governador de Sulawesi Central, Longki Djanggola, disse que o período de assistência após o desastre foi prorrogado por duas semanas, até 26 de outubro.

Nesta  quinta, bombeiros, soldados e outros funcionários reviravam escombros, nos últimos esforços para encontrar vítimas. Além disso, queimaram entulho e algumas escavadeiras trabalharam nos emaranhados de escombros de edifícios. Equipamentos pesados não foram capazes de operar em bairros onde a terra virou lama, dificultando a busca, e muitos corpos se decompuseram para além do reconhecimento, devido ao calor tropical da região.

Pela costa de Sulawesi, trechos quilométricos foram destruídos pelo tsunami que se seguiu ao terremoto de 28 de setembro, arrancando casas de suas fundações, amassando caminhões e encalhando navios. / REUTERS e AP

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