Antara Foto / Ibnu Chazar / Reuters
Antara Foto / Ibnu Chazar / Reuters

Indonésia fará inspeção de aviões do mesmo modelo que caiu no mar matando 189 pessoas

Segundo autoridades indonésias que investigam o caso, a aeronave Boeing 737 MAX que caiu no mar de Java, em Jacarta, já havia apresentado problemas técnicos no voo anterior à queda

O Estado de S.Paulo

30 de outubro de 2018 | 10h53

JACARTA - A Indonésia anunciou nesta terça-feira, 30, que todos os aviões Boeing 737 MAX serão inspecionados, após o acidente de uma aeronave desse modelo operada pela companhia Lion Air que deixou as 189 pessoas a bordo mortas.

O chefe de comunicação do Ministério dos Transportes, Baitul Ihwan, confirmou à agência Efe que a medida afetará todos os aviões Boeing 737 MAX que operam no país, sem detalhar prazos. Os Boeing 737 MAX continuarão voando durante o período de investigação, falou o diretor-geral de aviação civil do ministério, Pramitohadi Sukarno, ao jornal local Detik.

O anúncio ocorre depois que o ministro do transporte indonésio, Budi Karya, assegurou em um comunicado que o Boeing 737 Max com número de voo JT 610 que estreou na sexta-feira de manhã tinha todos os certificados em dia e foi aprovado nas inspeções pertinentes antes de voar.

O avião, que quebrou no leste da baía de Jacarta 13 minutos depois de decolar do aeroporto internacional da capital com destino a Pankal Pinang, havia começado a ser utilizado pela linha aérea indonésia em agosto deste ano e contava com 800 horas de voo.

Antes da quebra, o piloto solicitou o regresso à pista da capital, mas não enviou sinal de emergência, antes de começar a descer a 482 km/h a 915 metros de altura.

No voo anterior à falha, no domingo à noite, o avião apresentou problemas técnicos, incluindo uma “velocidade de voo não confiável”, informou uma autoridade do comitê nacional de segurança de transporte da Indonésia  à Reuters nesta terça-feira.

Além disso, as autoridades têm uma gravação da conversa entre o piloto do JT 610 e a torre de controle em Jacarta antes do acidente, bem como informações dos passageiros publicadas em mídias sociais. “A causa do acidente ainda está sendo investigada e todos nós estamos curiosos para saber o que pode ter causado a queda”, disse o vice-chefe do comitê, Haryo Satmiko.

O porta-voz da Lion Air, Danang Mandala Prihantoro, disse à Efe que é preciso esperar a informação da caixa-preta antes de falar das falhas técnicas que o avião apresentou em seu voo anterior, mas, segundo a companhia aérea, foram solucionados antes da tragédia.

Trata-se do primeiro acidente aéreo com esse modelo de aeronave. Em 2017, a Lion Air anunciou ter encomendado 218 unidades. Fundada em 1999, a companhia aérea, a maior de baixo custo da Indonésia, teve meia dúzia de acidentes menores e um mortal, que aconteceu em 2004 na cidade de Solo, em que morreram 25 pessoas.

Em junho, a União Europeia (UE) suspendeu a proibição que havia imposto em 2007 a todas as companhias aéreas da Indonésia para voar à Europa por descumprir as normas de segurança da comunidade. A Lion Air esteve na lista negra de segurança da UE até 2016. / EFE e REUTERS

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