Informação para você ler, ouvir, assistir, dialogar e compartilhar!
Estadão Digital
Apenas R$99,90/ano
APENAS R$99,90/ANO APROVEITE

Indonésia lembra três anos do tsunami com orações

Centenas de indonésios oraramà beira de valas comuns na Província de Aceh, na quarta-feira,lembrando-se dos parentes mortos pelo tsunami ocorrido nooceano Índico três anos atrás. No dia 26 de dezembro de 2004, ondas gigantescas provocadaspor um dos terremotos mais violentos já registrados destruíramvilarejos nas áreas banhadas pelo oceano Índico, matando oudeixando desaparecidas 230 mil pessoas. Aceh, localizada na ponta noroeste da ilha indonésia deSumatra, foi a região mais atingida, tendo registrado cerca de170 mil mortos ou desaparecidos e bilhões de dólares emprejuízos. "Rezamos para que Deus aceite as boas ações das vítimas",afirmou Kamal Usman, um sobrevivente de Calang, área do oestede Aceh onde, na quarta-feira, centenas de autoridades emoradores oraram em uma cerimônia organizada para lembrar odesastre. Em outros pontos da Indonésia, milhares de operários e dehabitantes de vilarejos buscaram refúgio em áreas de maioraltitude quando sirenes soaram como parte de um exercíciorealizado para marcar o terceiro aniversário da calamidade. Em Ciwandan, na costa de Java (noroeste do país), opresidente Susilo Bambang Yudhoyono observou o exercício paratestar o sistema de alerta contra tsunami instalado naIndonésia. "Esperamos que, com esse exercício, as pessoas comecem aentender que moram em uma área sujeita a tsunamis e que saibamo que fazer no caso de uma emergência", disse Ami Pramitasari,ministro indonésio da Pesquisa e Tecnologia. Depois do tsunami, os países banhados pelo oceano Índicoinstalaram dispendiosos sistemas de alerta e passaram arealizar exercícios periódicos de desocupação para estarem maisbem preparados no caso de um novo desastre do tipo. Kuntoro Mangkusubroto, chefe da BRR, a agência encarregadados esforços de reconstrução das áreas indonésias atingidaspelo tsunami, disse que o ritmo das obras era o mais rápido domundo. "Há alguns problemas, que precisam ser enfrentados, mas aBRR e todos os demais envolvidos trabalham para recuperar ereconstruir Aceh e Nias", afirmou, em um comunicado. Porém Yulida, uma sobrevivente que perdeu dois filhos,disse ainda não ter onde morar. "Espero que eles construam umacasa para mim o quanto antes," afirmou, à Reuters. Muitos sobreviventes, de outro lado, conseguiram serecuperar. Salawati, 36, disse que sua vida havia melhorado depois doinício de um negócio caseiro de venda de atum, mas observou quea lembrança das duas filhas mortas no desastre ainda a deixavatriste. O tsunami ajudou a colocar fim a três décadas de conflitoentre o governo e os separatistas do Movimento Aceh Livre(GAM), durante o qual 15 mil pessoas foram mortas. O grupo e asautoridades assinaram um acordo de paz em 2005, oito meses apóso desastre. (Reportagem de Reuters Television em Calang, Dadang Tri emCiwandan, Ahmad Pathoni e Adhityani Arga em Jacarta)

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.