Indonésia manterá a pena de morte para tráfico de drogas

O governo da Indonésia não vai abolir a pena capital para os casos de tráfico de drogas porque considera o crime uma violação dos direitos humanos, segundo o procurador-geral indonésio, Abdul Rahman Saleh.Saleh justificou assim sua posição na quinta-feira, 15, num depoimento ao Tribunal Constitucional, que analisa o pedido de dois condenados indonésios e três australianos. Eles querem impugnar os artigos da Lei Nacional de Narcóticos, que estabelecem a pena de morte para o narcotráfico, alegando que as execuções são contra os direitos humanos, informou nesta sexta-feira, 16, a agência indonésia Antara."Todas as penas criminais são em essência violações dos direitos humanos", disse o promotor, explicando porém que "elas são legítimas porque estão fundamentadas na Lei".Saleh admitiu que a adoção da pena capital para o tráfico de drogas não reduziu o crime, mas opinou que a situação seria muito pior sem a atual legislação.O procurador-geral também propôs mudar o método de execuções utilizado, trocando o fuzilamento pela injeção letal.

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