Indonésia mata dois acusados de terrorismo, mas líder escapa

A polícia da Indonésia deu neste sábado mais um duro golpe no terrorismo, com a morte de dois acusados e a captura de outros dois na ilha de Java. no entanto, o homem mais procurado do país, o malaio Noordin Mohammed Top, escapou. "Infelizmente, Noordin não estava no esconderijo", disse o porta-voz da Polícia Nacional, o general-de-brigada Anton Bachrul Alam, numa entrevista à rádio indonésia Elshinta. A polícia encontrou o grupo numa casa na aldeia de Binangun, cerca de 375 quilômetros a sudeste da capital Jacarta. Agentes cercaram o esconderijo, após três meses de vigilância e investigações. Eles receberam ordens de agir antes do amanhecer e foram recebidos com tiros de fuzis de M-16. O site de notícias indonésio "Detikcom" informou que os moradores da aldeia "ouviram tiros e viram um helicóptero sobrevoando o local". O porta-voz policial confirmou a presença do helicóptero na operação e o tiroteio, que levou à morte de dois supostos terroristas: Abdul Hadi e Jabir. Solahudin e Mustafirin foram feridos e estão detidos. Noordin se tronou o terrorista mais perigoso do país após a morte do também malaio Azahari bin Husin em novembro, numa operação policial em Java. Azahari, um engenheiro que viveu no Afeganistão, onde se familiarizou com a montagem de explosivos, era um dos chefes da organização Jemaah Islamiya (YI), autora de todos os atentados na Indonésia desde 2002, segundo a polícia. Fundada no fim do século passado, a YI atraiu a atenção mundial em 12 de outubro de 2002, quando explodiu três bombas, duas delas em locais públicos, na ilha de Bali, o principal destino turístico da Indonésia. As explosões mataram 202 pessoas, a maioria turistas estrangeiros, e deixaram 350 feridos. Desde então, a Indonésia, país com a maior população muçulmana do mundo, tem sofrido várias ataques terroristas. A última ação terrorista foi mais uma vez em Bali, no dia 1 de outubro de 2005. As explosões quase simultâneas mataram 20 pessoas, além dos três terroristas suicidas. A polícia indonésia já deteve cerca de 270 extremistas por sua ligação com atividades terroristas nestes quatro anos. Cinco foram condenados à morte e dezenas cumprem penas de prisão.

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