Indonésia: onda de violência já matou 143 pessoas

A violência étnica na região sul de Bornéu, na Indonésia, se agravou nas últimas horas com novas matanças de colonos na ilha de Madura, controlada pela etnia dayak. Desde o domingo passado, quando começaram os conflitos, já são 143 mortos. Os confrontos aconteceram principalmente na cidade portuária de Sampit, no sul de Bornéu. De acordo com uma rádio local, os dayak incendiaram casas e a cidade está coberta de fumaça. ?Há vários corpos mutilados espalhados pelas ruas, feridos com machados e lanças?, declarou nesta sexta-feira o médico Kumaruddin, do hospital Murjani, em Sampit.De acordo com a agência de notícias Antara, um navio da Marinha Indonésia segue para Sampit para tentar evacuar a população de Madura, que, para fugir do massacre, se refugiou nos prédios governamentais. O conflito étnico em Kalimantan, como é conhecida a parte indonésia de Bornéu, tem sua origem nos programas de recenseamento imposto pelo governo Suharto, com o objetivo de aliviar a situação nas áreas mais povoadas do arquipélago, entre elas a ilha de Madura, localizada no noroeste de Java. A rivalidade entre os dayak e os madurenses produziu cerca de 900 mortes em 1999.

Agencia Estado,

23 de fevereiro de 2001 | 05h38

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