Indonésia: Parlamento exige explicação de Wahid

O Parlamento da Indonésia dará ao presidente do país, Abdurrahman Wahid, três meses para melhorar seu comportamento e explicar as denúncias nas quais está envolvido. Caso isso não ocorra, o processo de destituição terá continuidade depois que os três partidos majoritários aceitaram o informe de corrupção que acusa o mandatário. Na votação para a proposta, o Partido Democrático da Indonésia para a Luta (PDI-L) apresentou 153 votos; o Golkar, 120, e o Partido de Unidade para o Desenvolvimento (PPP), 58. A Assembléia Nacional da Indonésia tem 500 cadeiras. Como se esperava, o Partido do Despertar Nacional (PKB), com 51 deputados, defendeu durante a sessão a inocência de Wahid na acusação de corrupção. As denúncias foram investigadas por uma comissão especial parlamentar. Os resultados foram apresentados na última segunda-feira. O processo que seguirá à votação de hoje consistirá em que o Parlamento dará, mediante um memorando ou carta de advertência, três meses ao chefe do Estado para que se defenda das acusações diante do legislativo e, caso não convença, terá mais um mês de prazo. No fim deste novo prazo, haverá uma moção de censura - o que poderia acabar com o mandato de Wahid antes de 2004. Ele é acusado de ter desviado dinheiro e ter recebido doações ilegais no valor total de US$ 6 milhões.

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