Indonésia reforça a segurança na fronteira com o Timor Leste

Militares rebeldes timorenses tentaram assassinar presidente, Ramos Horta, e o primeir-ministro, Xanana Gusmão

Efe,

11 de fevereiro de 2008 | 06h03

O Exército da Indonésia reforçou a segurança na fronteira terrestre com o Timor Leste, depois que militares rebeldes timorenses tentaram assassinar o presidente do país, José Ramos Horta, e o primeiro-ministro, Xanana Gusmão. Veja também:Situação no Timor Leste está controlada, diz XananaEx-primeiro-ministro do Timor culpa ONU por atentadosApós cirurgia, estado de Ramos Horta é estávelPresidente do Timor Leste é baleado em casa O comandante militar da província indonésia do Timor Ocidental declarou que o aumento da vigilância e as patrulhas são para "prevenir que os rebeldes escapem", segundo os meios de imprensa indonésios. Cerca de mil agentes patrulham a fronteira comum e controlam as passagens entre os países. O Governo da Indonésia expressou ainda sua preocupação pelos atentados. "Os ataques nos preocupam", declarou à imprensa o ministro de Assuntos Exteriores indonésio, Hassan Wirayuda, pouco depois que Ramos Horta foi operado pelos médicos em Díli, e depois levado para a Austrália. "Como país vizinho, esperamos que se restabeleça imediatamente a segurança no Timor-Leste", acrescentou o ministro indonésio. Wirayuda disse que, por enquanto, a Indonésia não tem planos de evacuar seus nacionais do Timor-Leste, já que seu primeiro-ministro Xanana Gusmão, assegurou que mantém a situação sob controle. A Indonésia se retirou do Timor Leste em 1999, após quase 25 anos de ocupação, e o território alcançou a independência em 2002.

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