Indonésia retoma voos após caos por erupção de vulcão

O presidente dos EUA, Barack Obama, mantinha os planos de viajar para a Indonésia na terça-feira, depois que os voos no país foram normalizados nesta segunda-feira, após o caos aéreo provocado por uma erupção vulcânica no fim de semana.

TELLY NATALIA, REUTERS

08 de novembro de 2010 | 09h14

O monte Merapi, na região central da ilha de Java, começou a cuspir lava, gases superaquecidos e nuvens de cinza tóxica há duas semanas, e já matou mais de 130 pessoas, levando à remoção de quase 300 mil moradores da área.

Dezenas de voos de e para Jacarta, situada a cerca de 600 quilômetros do vulcão, foram cancelados no fim de semana, depois que o vulcão expeliu novas nuvens de cinza até uma altitude de 6 mil metros.

As autoridades indonésias disseram que havia segurança para voar, mas várias empresas aéreas internacionais preferiram cancelar vários voos.

Na tarde de segunda-feira (madrugada no Brasil), os serviços estavam praticamente normalizados, exceto por uma empresa filipina.

Mas o aeroporto de Yogyakarta, cidade histórica próxima ao vulcão, continua fechado.

No domingo, autoridade dos EUA disseram estar monitorando a situação por causa da viagem de Obama, que deve chegar na terça-feira ao país, vindo da Índia.

Por causa de problemas internos dos EUA, o presidente já adiou em duas ocasiões sua viagem à Indonésia - país onde viveu na infância. A primeira foi em março, em meio à tramitação da reforma da saúde; a outra, em junho, por causa do vazamento de petróleo no golfo do México.

A agência indonésia de gerenciamento de desastres disse que nuvens de gases tóxicos e quentes continuavam escorrendo pelas encostas do Merapi nesta segunda-feira, atrapalhando os esforços para a criação de uma zona de exclusão num raio de 20 quilômetros em torno do cume.

A Metro TV mostrou imagens aéreas de Borobudur coberta de cinzas. A cidade, cerca de 50 quilômetros a noroeste do vulcão, é considerada patrimônio mundial pela Unesco e abriga um dos maiores templos budistas do mundo.

O país enfrenta atualmente também as consequências de um tsunami nas remotas ilhas Mentawai, na costa de Sumatra, que matou pelo menos 445 pessoas na semana passada.

(Reportagem adicional de Olivia Rundonuwo e Manny Mogato)

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