Indonésia sedia conferência dos 'países não alinhados'

O presidente da Indonésia, Susilo Bambang Yudhoyono, advertiu hoje para o risco da emergência de novas rivalidades estratégicas, no momento em que o mundo lida com complexos desafios, incluindo o terrorismo e conflitos religiosos. O general da reserva fez o discurso de abertura da 16ª Conferência Ministerial do Movimento dos Não Alinhados, um grupo de 118 nações chamado por ele de "o maior movimento pela paz na história". "Nós precisamos encorajar as potências a manter relações estáveis e cooperativas. Precisamos garantir que as mudanças sísmicas de poder não levem a nova tensão estratégica", disse Yudhoyono aos ministros das Relações Exteriores reunidos.

AE, Agência Estado

25 de maio de 2011 | 14h46

"Onde for possível, devemos encorajar um processo construtivo de segurança cooperativa, de modo que inimigos se tornem amigos e amigos se tornem parceiros", afirmou. Yudhoyono pediu o total desarmamento nuclear e encorajou todas as nações a "resolver suas disputas e conflitos por meio do diálogo, de negociações e de outros meios pacíficos". Segundo ele, o Movimento dos Não Alinhados mudou o curso da história no século XX e atuou como uma força para a estabilidade e a paz nas décadas seguintes.

"Mas nosso bom trabalho está longe de conclusão. E nosso movimento está longe da perfeição. A melhor maneira de nosso movimento ser relevante é ser pertinente para os desafios de hoje e reagir às oportunidades", afirmou. Segundo o indonésio, os desafios para a comunidade internacional incluem desequilíbrios econômicos, tensões regionais, como o conflito entre palestinos e israelenses, competição por recursos, terrorismo e intolerância religiosa, "incluindo a islamofobia".

Mais cedo neste mês, a mídia iraniana afirmou que o ministro das Relações Exteriores Ali Akbar Salehi deve se reunir com seu colega egípcio, Nabil al-Arabi, em Bali, durante a Cúpula dos Não Alinhados, para discutir a normalização das relações bilaterais.

O Irã rompeu seus laços diplomáticos com o Egito em 1980, em protesto contra a assinatura de um tratado de paz entre o Cairo e o governo de Israel, firmado um ano antes. Os dois países mantêm apenas escritórios de interesses nas capitais da outra nação, não embaixadas. Porém Irã e Egito sinalizaram que pretendem retomar esses laços, após a queda do presidente egípcio, Hosni Mubarak, em 11 de fevereiro. As informações são da Dow Jones.

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