Indonésia: segurança aérea está ´em seu ponto mais baixo´

A segurança aérea na Indonésia está "em seu ponto mais baixo" e o governo, a indústria aérea e os operadoresde aeroportos são culpados pelos acidentes ocorridos no país, segundo uma fonte oficial."Temos normas frágeis, tecnologia antiquada e recursos humanos mal treinados", denunciou Oetarjo Diran, porta-voz da Equipe Nacional de Segurança no Transporte (KNKT), depois de se reunir com o presidente Susilo Bambang Yudhoyono, informa nesta terça-feira, 13, o jornal The Jakarta Post.A equipe foi criada em janeiro, após a queda de um avião dacompanhia aérea Adam Air, com 102 passageiros a bordo."Os dados confirmam que, tal como o público acredita há muito tempo, a segurança na indústria aérea está em seu ponto mais baixo", disse o porta-voz.Oetarjo também denunciou que práticas próximas à ilegalidade são comuns em muitas companhias aéreas. Para ele, existe uma "atitude relaxada em relação às normas" por parte de todos, inclusive os passageiros.Yudhoyono pediu à equipe que desenvolva planos para reduzir a freqüência dos acidentes de transporte, especialmente os aéreos.No aeroporto da capital indonésia aconteceu na segunda-feira, 12, um novo incidente. Nenhum passageiro sofreu danos, mas um Boeing 737 da companhia aérea Batavia precisou abortar o vôo apenas seis segundos após a decolagem, por problemas técnicos.O ministro de Transporte, Hatta Radjasa, anunciou que o primeiro passo do governo será melhorar as infra-estruturas, com projetos como a extensão das pistas nos principais aeroportos internacionais e a aquisição de radares.Na semana passada, 21 pessoas, entre elas cinco australianos, morreram quando um avião da companhia aérea estatal Garuda se incendiou após aterrissar em Yogyakarta.

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