Erik de Castro/ Reuters
Erik de Castro/ Reuters

Indonésia suspende busca por desaparecidos após terremoto

Foco dos trabalhos das equipes de resgate será o apoio aos sobreviventes; em tendas, alunos voltam às aulas

estadao.com.br,

05 de outubro de 2009 | 08h40

Equipes de resgate suspenderam nesta segunda-feira, 5, as buscas por sobreviventes sob os escombros dos milhares de prédios que foram destruídos pelo terremoto que arrasou a Ilha de Sumatra, na Indonésia, na última quarta-feira. O foco dos trabalhos agora será levar ajuda aos sobreviventes de povoados e vilas nos arredores de Padang, cidade devastada pelo tremor, apesar dos obstáculos causados pelas chuvas torrenciais.

 

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"As probabilidade de sobreviver preso sob os escombros, sem água ou alimento, durante tanto tempo são impossíveis", afirmou Gagah Prakoso, porta-voz da Agência de Buscas e Resgates do país. "Vamos acelerar a busca de cadáveres e a limpeza dos destroços com máquinas escavadeiras", assinalou. Espera-se que o número de mortos pelo terremoto de magnitude 7,6 na escala Richter ultrapasse os mil. A ONU estima que 1.100 pessoas tenham morrido, enquanto a cifra oficial do governo chega a 603.

 

O terremoto devastou dez distritos da província de Sumatra Ocidental, incluindo a capital, Padang, cidade com 900 mil habitantes onde centenas de edifícios altos, incluindo hotéis, um centro comercial, mesquitas e escolas desmoronaram. O sismo ainda provocou enormes deslizamentos de terra nas colinas do distrito de Pariaman, onde vilas inteiras foram destruídas. Essas comunidades receberam pouca ajuda desde o tremor, já que muitas estradas e pontes foram destruídas. Autoridades usam helicópteros para levar transportar ajuda e levar feridos para hospitais.

 

Em Padang, centenas de crianças voltaram para as aulas nesta segunda-feira, em tendas instaladas na região. Elas devem receber apoio psicológico por conta da perda de familiares e de suas casas, enquanto autoridades tentam restaurar a normalidade depois do desastre. A retomada das aulas foi simbólica, dando a oportunidade das crianças se reunirem com professores.

 

O governo estima que 960 pessoas estão desaparecidas, provavelmente mortas. Entre elas, 600 foram sepultados em quatro vilas nas colinas do distrito de Padang Pariaman. Entre 200 e 300 eram convidados de um casamento.

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