Indonésia tem terceiro dia de protestos

A polícia lançou bombas de gás lacrimogêneo para impedir que cerca de 1.000 estudantes islâmicos invadissem hoje os prédios do Parlamento indonésio, no centro de Jacarta, durante um protesto contra os ataques ao Afeganistão liderados pelos Estados Unidos. Este foi o terceiro dia consecutivo de manifestações antiamericanas na nação muçulmana de maior população do mundo. Segundo testemunhas, os manifestantes chegaram a quebrar um cordão policial e conseguiram derrubar o portão principal de acesso à legislatura. Mulheres com a cabeça encoberta exibiam fotografias de Osama bin Laden, principal suspeito dos atentados de 11 de setembro contra Nova York e Washington. "Alá ama os guerreiros santos", gritava a multidão. Pouco antes, vários grupos realizaram barulhentas manifestações diante do edifício das Nações Unidas e da fortemente guardada embaixada dos EUA para exigir que a Indonésia rompa seus vínculos diplomáticos com Washington. A polícia golpeou algumas pessoas em frente à embaixada, deixando quatro estudantes feridos. O ministro da Segurança, Susilo Bambang Yudhoyono, advertiu que os protestos antiamericanos poderiam prejudicar os esforços para recuperar a afetada economia indonésia e golpear a democracia. Pelo menos em outras cinco cidades indonésias os manifestantes queimaram pneus, bandeiras dos EUA e fotos do presidente George W. Bush. Cerca de 85% dos 210 milhões de indonésios são muçulmanos. Alguns grupos ameaçaram norte-americanos e outros ocidentais e exigiram que a Indonésia se oponha à ação militar norte-americana no Afeganistão. Leia o especial

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