Indonésia volta a trabalhar para encontrar desaparecidos após tsunami

Onda gigante foi responsável pela morte de pelo menos 449 mortes; 93 pessoas continuam desaparecidas

Efe

31 de outubro de 2010 | 09h52

PANDANG - As equipes de socorro retomaram neste domingo por mar e ar a distribuição de ajuda e a busca de cerca de uma centena de pessoas desaparecidas nas ilhas Mentawai, na Indonésia, seis dias depois do tsunami que causou pelo menos 449 mortes.

 

Com a diminuição do temporal que durante dois dias atrapalhou os trabalhos de emergência, as autoridades indonésias e as organizações que participam das tarefas de assistência mobilizaram embarcações e helicópteros para transportar ajuda humanitária até as ilhas Mentawai, cerca de 150 quilômetros do litoral da ilha de Sumatra.

 

A Agência Nacional para a Gestão de Desastres indicou em nota que as equipes de resgate tentavam localizar as 93 pessoas que seguiam desaparecidas, e que não descartava aumento no número de mortos.

 

"Até hoje (domingo) 449 faleceram, e temos outras 93 pessoas na lista de desaparecidas", indicou Bambang Suharjo, funcionário do escritório da agência nacional na região de Sumatra Ocidental.

 

O terremoto de magnitude 7,5 na escala Richter e o tsunami por ele causado na noite de segunda-feira passada ocorreram quando a maior parte da população de Mentawai, onde vivem aproximadamente 68 mil pessoas, estavam em suas casas.

 

A onda, que chegou a seis metros, arrasou aldeias construídas sobre as praias, fez subir pelo menos um metro o nível do mar e inundou áreas do interior das ilhas, escolhidas como destino por muitos surfistas.

 

A Cruz Vermelha Indonésia assinalou que as equipes de resgate ainda não tinham chegado a muitas áreas remotas das ilhas afetadas, e informou que quatro helicópteros decolaram com material de ajuda para os sobreviventes.

 

"Ainda há muitas regiões das ilhas Mentawai onde é muito difícil chegar e que não foram inspecionadas. Acreditamos que há algumas pessoas nestes locais, precisando de ajuda urgente", disse Sumarsono, funcionário da Cruz Vermelha Indonésia.

 

Segundo dados oficiais, 150 pessoas sofreram ferimentos graves, e 23 mil foram afetadas pelos efeitos do terremoto e do tsunami, que interromperam o sistema de telecomunicações, destruíram ou causaram danos em várias centenas de casas, assim como edifícios públicos, estradas e pontes.

 

O Ministério do Meio Ambiente anunciou que recomendará ao Governo o assentamento em outras áreas dos residentes das aldeias litorâneas destruídas da ilha de Pagai Selatan (sul), pois a zona é muito vulnerável aos desastres naturais.

 

Em setembro de 2009, um terremoto de magnitude 7,6 na escala Richter na região ocidental de Sumatra, junto ao arquipélago de Mentawai, situado também sobre uma placa tectônica de grande atividade sísmica, causou três mil mortes e deixou a cerca de 450 mil pessoas desabrigadas.

 

Enquanto isso, ao sudeste de Mentawai, na região central da populosa ilha de Java, as autoridades indonésias elevaram a 38 o número de mortos em decorrência da primeira erupção do vulcão Merapi, na terça-feira passada, e situaram em 50 mil o número de pessoas que foram evacuadas da região.

 

O Merapi, cujo nome significa "Montanha de fogo", teve no sábado sua mais forte erupção, que levou autoridades a ampliar até mais de um quilômetro o perímetro de segurança estabelecido ao redor do vulcão e a mudar de posição alguns dos controles policiais e do Exército.

 

Um total de 50 mil indonésios, a maioria dos habitantes da área, se refugiaram em 65 centros de amparo montados além do perímetro de segurança de 10 quilômetros de raio em torno do Merapi.

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