Indonésios do AirAsia não serão submetidos a autópsia

Autópsias não serão realizadas na maior parte dos corpos recuperados do avião AirAsia que caiu no mar de Java, atendendo a tradição cultural muçulmana de respeito aos mortos. Os peritos conduzirão autópsia nos tripulantes para detectar se há presença de agentes tóxicos, drogas não permitidas e álcool. Os corpos dos estrangeiros também serão submetidos a autópsia, seguindo as regras internacionais.

Estadão Conteúdo

03 de janeiro de 2015 | 18h01

Autoridades em Surabaya disseram neste sábado que uma "amostra" dos passageiros do voo também poderia ser submetida a autópsia, mas evitou dar mais detalhes sobre quantos ou quais passageiros fariam parte desse grupo.

Para indonésios no voo 8501, o procedimento de autópsia pode somente ser conduzido com uma autorização por escrito dos parentes ou se houver uma investigação criminal em andamento, disse o Dr. Anton Castilani, diretor da unidade de Identificação de Vítimas de Desastres da Indonésia.

Muitos parentes das vítimas relutam autorizar o procedimento, mesmo diante do apelo de que pode oferecer indicações sobre a causa da morte de pessoas queridas. Os muçulmanos, em particular, preferem que o corpo seja cremado o quanto antes. Em entrevista ao The Wall Street Journal, Castilani explicou que os indonésios normalmente não realizam autópsias em vítimas de acidentes aéreos e no mar. "São questões culturais", disse.

Jonathan Galaviz, perito em aviação e sócio do Global Market Advisors, disse que embora a autópsia mostre se o passageiro morreu no impacto ou durante a queda da aeronave, somente o exame das caixas pretas é capaz de revelar a causa do acidente. "Para a maior parte dos passageiros, a causa da morte é o acidente e os registros de voo e das conversas no cockpit revelarão com maior certeza o motivo da queda", afirmou. Segundo ele, nos Estados Unidos não é necessário a autópsia da tripulação, bastando a coleta de amostras de sangue para verificar a presença de drogas ou álcool. Fonte: Dow Jones Newswire.

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