Infiltração de ar superaquecido na asa destruiu Columbia

O ar superaquecido infiltrou-se ? há quase toda a certeza - por uma brecha no revestimento externo da asa esquerda da Columbia e provavelmente chegou até o trem de pouso, durante a reentrada do ônibus espacial norte-americano na atmosfera terrestre. É o que concluiu uma equipe encarregada de investigar o acidente que causou a morte de sete astronautas e um gravíssimo impacto no programa espacial americano. Os investigadores também revelaram que o Columbia começou a ter problemas, inclusive picos de temperatura em sua asa esquerda, quando ainda estava bem longe da costa da Califórnia, bem mais a Oeste do que inicialmente se imaginava.Os sensores detectaram um incomum aumento de 30 graus na temperatura dentro do trem de pouso esquerdo do Columbia minutos antes de a espaçonave desintegrar-se nos céus do Texas em 1º de fevereiro. Ontem, no entanto, a comissão que investiga o acidente informou que a perda de um dos mosaicos de isolamento térmico não seria capaz de causar tamanho aumento de temperatura. Em vez disso, a comissão, em sua primeira conclusão significativa sobre o caso, determinou que os picos de temperatura foram causados pela existência de plasma (ar superaquecido pela reentrada da nave na atmosfera da Terra, com temperaturas de aproximadamente 1.100ºC). Os investigadores agora estudam em qual local do ônibus espacial teria sido aberta uma brecha que permitisse a entrada de plasma dentro do compartimento do trem de pouso ou qualquer outra parte da asa esquerda do Columbia. A comissão não determinou se a fenda seria resultado de um dano estrutural na camada de alumínio em torno da espaçonave ou um buraco causado por destroços que atingiram sua carcaça. Os investigadores também não descobriram em qual momento da missão de 16 dias ocorreu o problema.VEJA O ESPECIAL

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