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Inflação na Venezuela deve chegar a 300% em 2016, diz economista

Para economista, se houver no país uma crise institucional após as eleições, taxa pode atingir os 800%

O Estado de S. Paulo

06 de novembro de 2015 | 09h52

CARACAS - A situação da economia na Venezuela deve piorar ainda mais em 2016. Segundo informações do jornal El Nacional, se o governo do presidente Nicolás Maduro não mudar as políticas econômicas, a inflação chegará a 300% no ano que vem.

Mas se houver uma crise institucional após as eleições para a Assembleia Nacional, ela pode atingir os 800%, disse o economista Asdrúbal Oliveros.

“O governo continua sendo um prisioneiro de suas contradições em não estabelecer um ajuste mais agressivo”, disse.

O déficit fiscal do país está em US$ 15 bilhões. Deste total, o economista afirma que é possível cobrir US$ 10 bilhões por meio da venda de ativos, empréstimos com a China e algo que se possa recuperar do Petrocaribe. Analistas acreditam que a economia na Venezuela no final de 2015 cairá 9%.

Para o cientista político Michael Penfold, a Venezuela vive uma profunda recessão. “Se não houver uma correção, os salários continuarão encolhendo.” Ele afirmou que, em um momento de queda nos preços das matérias-primas, os países da América Latina não estão fazendo muito para aumentar o comércio entre as regiões.

Esse cenário afeta os venezuelanos, que não conseguem aumentar a produção. Para superar a crise, é preciso criar expectativas positivas que levem a uma abertura do sistema de câmbio. “É preciso muita maturidade para sair da recessão”, destacou Penfold.

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