''Influenciável, Cristina não existe sem o marido''

Sylvina Walger, Biógrafa de Cristina Kirchner

Ariel Palacios, O Estado de S.Paulo

29 de outubro de 2010 | 00h00

Com a morte de seu marido, Néstor Kirchner, a presidente da Argentina "ficou desnorteada", diz Sylvina Walger, autora de Cristina: de Parlamentar Combativa a Presidente Fashion, a biografia não autorizada da chefe da Casa Rosada. Ao Estado, Sylvina previu mudanças no gabinete de Cristina.

Como fica Cristina Kirchner sem Néstor Kirchner?

Desnorteada. Minha opinião é que ela não existe sem Néstor. Ela pode surpreender, mas Cristina é uma mulher altamente influenciável. Resta agora ver quem terá essa influência sobre ela. Seu filho Máximo é um candidato. Ela se apoiará muito nesse filho, o primogênito, que administra a fortuna da família. Máximo não terá peso na esfera política, mas terá influência sobre ela na esfera pessoal.

Cristina manterá os ministros que herdou do marido?

Ela odeia Julio De Vido (o poderoso ministro do Planejamento Federal, que acompanhou Kirchner desde os anos 80). Mas não vai se desfazer dele agora. E ela se dá mal com sua cunhada, Alicia (ministra da Ação Social). Temos de ver quem é que vai se alinhar com Cristina e se ela se inclinará para o lado de Hugo Moyano (o secretário-geral da Confederação-Geral do Trabalho). A coisa lógica seria que ela se voltasse para Alberto Fernández (seu ex-chefe de Gabinete, considerado um "moderado"). Mas, altamente influenciável, ela estava acostumada às diretrizes que seu marido impunha. Obviamente, discutiam - e de forma dura. Mas ela sempre acabava seguindo o que dizia Néstor.

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