Jessica Taylor/AFP
Jessica Taylor/AFP

Inglaterra alivia distanciamento social e reabrirá pubs, restaurantes e hotéis

Primeiro-ministro diz que nem todas as restrições podem ser suspensas de uma vez, e as pessoas terão de continuar sendo vigilantes e recorrendo ao bom senso

Redação, O Estado de S.Paulo

23 de junho de 2020 | 21h19

LONDRES - O primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, disse nesta terça-feira, 23, que pubs, restaurantes e hotéis poderão reabrir na Inglaterra no início do mês que vem, quando a regra de distanciamento social for reduzida a 1 metro, contanto que “mitigações” estejam em vigor.

A economia britânica foi abalada pelo isolamento adotado para deter a disseminação da covid-19, e embora varejistas não essenciais tenham recebido permissão para reabrir na semana passada, muitos negócios, particularmente dos setores de hospitalidade e lazer, permanecem fechados.

Ao relaxar a regra de distanciamento social de 2 metros para 1 – contanto que existam mitigações, como o uso de máscaras e de telas de proteção –, Johnson disse que muitos negócios podem reabrir a partir de 4 de julho.

“Dada a queda significativa da prevalência do vírus, podemos mudar a regra de distanciamento social de 2 metros a partir de 4 de julho”, disse o premiê ao Parlamento.

As mudanças permitirão que duas famílias se reúnam em qualquer situação e que cabeleireiros voltem a funcionar, assim com a maioria dos locais de entretenimento e atrações turísticas, como parques temáticos – mas clubes noturnos, academias em locais cobertos e piscinas continuarão interditados.

Johnson disse que nem todas as restrições podem ser suspensas de uma vez, e as pessoas terão de continuar sendo vigilantes e recorrendo ao bom senso.

O Reino Unido tem uma das maiores taxas de mortalidade da covid-19 do mundo, mas o número de casos vem diminuindo de forma constante nas últimas semanas. Na segunda-feira, autoridades de saúde relataram 15 mortes novas, o menor aumento desde meados de março.

O número diário de mortes atingiu o pico em abril, quando passou de mil durante nove dias. / REUTERS

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